Em 7 de agosto de 1876, nasceu, nos Países Baixos, Margaretha Geertruida Zelle, que se tornaria mundialmente conhecida pelo nome artístico de Mata Hari.
Após um casamento conturbado com o oficial Rudolf MacLeod e uma temporada nas Índias Orientais Holandesas, mudou-se para Paris, onde conquistou fama como dançarina exótica. Cercada de mistério, apresentou-se como uma princesa oriental e fascinou a sociedade europeia da Belle Époque.
Durante a Primeira Guerra Mundial, por ser cidadã de um país neutro e por se relacionar com militares e autoridades de diferentes nacionalidades, Mata Hari podia atravessar fronteiras com relativa facilidade.
Acusada de trabalhar para a Alemanha, foi presa pelos franceses em fevereiro de 1917. Julgada por espionagem, acabou condenada à morte e fuzilada em 15 de outubro daquele ano.
Embora tenha admitido ter recebido dinheiro dos alemães, permanece controversa a extensão de sua atuação como agente secreta. Muitos historiadores consideram frágeis as provas apresentadas e sustentam que ela teria sido transformada em bode expiatório pelos fracassos militares franceses.
A meu ver, Mata Hari foi menos a perigosa espiã criada pelo imaginário popular e mais uma mulher ousada, aprisionada pelas próprias invenções e sacrificada por uma sociedade em guerra que precisava encontrar culpados.