Cunha Couto

Gestor de Crises

Forte de Copacabana: da defesa à memória

Design sem nome (91)

Em 28 de setembro de 1914, era inaugurado o Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, então considerado a mais moderna e poderosa fortificação costeira da América do Sul. A cerimônia contou com a presença do presidente da República, marechal Hermes da Fonseca.

As obras haviam começado em 5 de janeiro de 1908, durante o governo de Afonso Pena, quando Hermes ocupava o Ministério da Guerra.

Foram necessários seis anos, oito meses e 23 dias para concluir a construção. Cerca de cinco mil caixas com equipamentos chegaram da Alemanha, incluindo os canhões Krupp de longo alcance, destinados à proteção da entrada da Baía de Guanabara.

Conta a História que a artilharia do forte foi empregada pela última vez durante o movimento de 11 de novembro de 1955. Por determinação das forças legalistas comandadas pelo marechal Henrique Teixeira Lott, foram efetuados disparos contra o cruzador Tamandaré, que deixava o Rio de Janeiro transportando Carlos Luz, ministros e aliados, entre eles Carlos Lacerda. O grupo pretendia chegar a Santos e obter o apoio do governador Jânio Quadros, o que não ocorreu. Carlos Luz permaneceu na Presidência apenas de 8 a 11 de novembro de 1955, cumprindo o mais curto mandato presidencial da história brasileira.

Desde 4 de maio de 1987, o Forte abriga o Museu Histórico do Exército e consolidou-se como um dos pontos turísticos mais visitados do Rio de Janeiro, reunindo história, cultura e a tradicional Confeitaria Colombo.

A meu ver, o Forte de Copacabana simboliza a capacidade de transformar um instrumento de guerra em espaço de conhecimento e convivência. Preservá-lo significa conservar não apenas a memória militar, mas também capítulos decisivos da própria história do Brasil.

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *