Toda crise traz incertezas. Quando informações falsas circulam, elas ampliam o medo, alimentam boatos e dificultam decisões que precisam ser tomadas com rapidez.
Uma mensagem inventada sobre a falta de alimentos, por exemplo, pode provocar corridas aos mercados e agravar um problema que sequer existia. A desinformação deixa, assim, de ser apenas um erro de comunicação: torna-se parte da própria crise.
A experiência da Finlândia aponta um caminho para enfrentar esse risco. Nas escolas, os alunos aprendem a questionar a origem de uma notícia, comparar fontes e distinguir fatos de opiniões. Trata-se de uma prática cultivada ao longo de décadas, que acompanhou as mudanças nos meios de comunicação desde a Guerra Fria.
Hoje, imagens e textos produzidos por inteligência artificial exigem atenção ainda maior, pois podem conferir aparência convincente a conteúdos falsos.
Portanto, combater a desinformação começa muito antes da próxima emergência. Além de se comunicar com clareza e rapidez durante a crise, o poder público deve investir na formação de pessoas capazes de pensar criticamente. Quem aprende a verificar uma informação antes de compartilhá-la ajuda a proteger toda a sociedade.