Em 15 de agosto, celebra-se, no Brasil, o Dia da Informática, data dedicada a uma das áreas que mais transformaram a vida humana nas últimas décadas.
Essa comemoração costuma ser associada ao ENIAC (Electronic Numerical Integrator and Computer), equipamento desenvolvido pelos cientistas norte-americanos John Presper Eckert e John Mauchly, na Universidade da Pensilvânia. Embora tenha sido apresentado oficialmente ao público em fevereiro de 1946, o ENIAC permanece como a principal referência histórica da data.
Considerado o primeiro computador eletrônico de uso geral, o ENIAC ocupava uma grande sala, pesava cerca de 30 toneladas e utilizava milhares de válvulas. Sua capacidade de realizar aproximadamente cinco mil operações por segundo representava um avanço extraordinário para a época. O equipamento foi inicialmente concebido para efetuar cálculos militares, mas sua importância ultrapassou essa finalidade, abrindo caminho para o desenvolvimento dos computadores modernos.
Desde então, a informática deixou os grandes laboratórios e passou a integrar praticamente todas as atividades humanas. Está presente na medicina, na educação, na indústria, nas comunicações, nos transportes, na administração pública e até nos relacionamentos pessoais. Hoje, aparelhos pequenos e acessíveis possuem uma capacidade de processamento incomparavelmente superior àquela do gigantesco ENIAC.
A meu ver, o Dia da Informática deve servir não apenas para celebrar o progresso tecnológico, mas também para refletir sobre seus efeitos. A tecnologia pode ampliar conhecimentos, aproximar pessoas e melhorar a qualidade de vida; entretanto, precisa ser empregada com responsabilidade, ética e respeito à dignidade humana.
Portanto, o computador deve permanecer como instrumento a serviço do homem — jamais como substituto de sua consciência.