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Arquiduquesa Leopoldina

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Em 22 de janeiro de 1797, nasceu, no Palácio de Hofburg, em Viena, Leopoldina Carolina Josefa de Habsburgo-Lorena, arquiduquesa da Áustria e futura primeira imperatriz do Brasil.

Educada no ambiente ilustrado da Casa de Habsburgo, Leopoldina recebeu formação sólida em ciências naturais, política, línguas e diplomacia — algo raro para mulheres de sua época. Ao casar-se com Dom Pedro I, em 1817, trouxe ao Brasil não apenas um elo dinástico, mas uma visão estratégica do mundo e do papel do país no concerto das nações.

Nos últimos anos, a historiografia tem revisitado seu protagonismo no processo de independência. Mais do que figura coadjuvante, Leopoldina atuou como conselheira política, articuladora e, em momentos decisivos, como liderança efetiva. Em 1822, na condição de princesa regente, presidiu o Conselho de Estado que recomendou a ruptura definitiva com Portugal, assinando o decreto que pavimentou o caminho para o 7 de Setembro.

O célebre retrato pintado por Josef Kreutzinger ajuda a fixar a imagem de uma mulher serena e firme — traços que se confirmam nos documentos e cartas da época.

Reconhecer Leopoldina como artífice da independência não é revisionismo oportunista, mas justiça histórica. Ao resgatar seu papel, o Brasil amplia a compreensão de sua própria formação e reafirma que decisões fundacionais também foram conduzidas por inteligência, preparo e coragem feminina — uma lição que ainda ecoa no presente.

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