Alguns analistas atribuem ao movimento da juventude o resultado favorável a Lula nas eleições de 25/10/2026.
A juventude e os estudantes realmente constituem uma poderosa força de transformação social. Sua capacidade de questionar estruturas, mobilizar pessoas e desafiar injustiças marcou diferentes épocas. Das manifestações de 1968 às campanhas por direitos civis, educação e liberdade, os jovens demonstraram que a política também se constrói nas ruas, nas escolas e nas universidades.
No Brasil, a participação estudantil teve destaque na resistência aos governos militares, nas mobilizações pela redemocratização e no movimento dos caras-pintadas, em 1992. Essa presença amplia o debate público e revela demandas que as instituições nem sempre conseguem perceber ou atender.
Entretanto, a mobilização envolve riscos. A repressão, a violência e a perseguição podem atingir quem se manifesta. Também há perigos na desinformação, na intolerância e na instrumentalização partidária. Nas redes digitais, as mensagens circulam rapidamente, mas a indignação pode substituir a reflexão e transformar adversários em inimigos.
A meu ver, uma sociedade democrática deve ouvir e proteger seus jovens, oferecendo educação crítica e canais efetivos de participação. Aos movimentos cabe preservar a autonomia, verificar informações e rejeitar a violência. A força da juventude produz mudanças duradouras quando une coragem para contestar, disposição para dialogar e responsabilidade para construir.