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Darwin

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O Dia de Darwin, celebrado em 12 de fevereiro, marca o nascimento de Charles Darwin, em 1809. A data, comemorada em diversos países, tornou-se símbolo da valorização da ciência e do pensamento crítico.

Oficializada em 2011, com apoio de organismos internacionais ligados à educação e à cultura, a celebração ultrapassa a figura do naturalista inglês para reafirmar a importância do conhecimento científico como ferramenta de compreensão do mundo.

Darwin revolucionou a biologia ao formular a teoria da evolução por seleção natural, publicada em 1859 após duas décadas de amadurecimento intelectual. Ao sustentar que todas as espécies — inclusive a humana — compartilham ancestrais comuns e se transformam ao longo do tempo, ele deslocou o homem do centro da criação.

É dele o conceito de que sobrevivem não os mais fortes, mas os mais adaptados ao ambiente, que deixam maior descendência e moldam lentamente o curso da vida.

Em artigo do pesquisador Evaristo de Miranda, lembra-se que Sigmund Freud classificou essa ruptura como uma das “feridas narcísicas” da humanidade. A primeira, atribuída a Copérnico, retirou a Terra do centro do universo. A segunda, darwiniana, mostrou que o ser humano é uma emergência tardia da história natural. A terceira, segundo o próprio Freud, revelou o peso do inconsciente sobre nossas decisões.

Portanto, mais que uma homenagem, o Darwin Day reafirma que ciência é método, dúvida e coragem intelectual. Em tempos de negacionismo e simplificações ideológicas, lembrar Darwin é lembrar que a verdade não gira em torno de nossas crenças — somos nós que precisamos girar em torno dos fatos.

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