Há 90 anos, em 12 de março de 1935, era fundada a Aliança Nacional Libertadora (ANL), no Rio de Janeiro.
Essa organização reunia representantes de diferentes correntes políticas descontentes com Getúlio Vargas e tinha como objetivo a luta contra o fascismo.
Vargas, com base na Lei de Segurança Nacional, ordenou o fechamento da ANL, em 11 de julho de 1935, mas ela continuou a atuar na clandestinidade até a eclosão da Revolta Comunista, no mês de novembro do mesmo ano, quando, em Natal (RN), surgiu um levante militar em nome da ANL.
Em seguida ao havido em Natal, foram deflagrados levantes em Recife e no Rio de Janeiro, em movimento que ficou conhecido como “Intentona Comunista”.
Essa revolta acabou fornecendo um forte pretexto para o endurecimento do regime de Vargas e esse processo culminou com o golpe de Estado de 10 de novembro de 1937, que fechou o Congresso, cancelou eleições e manteve Vargas no poder.
Instituiu-se assim uma ditadura no país, o chamado Estado Novo, que se estendeu até 1945.
Como curiosidade, os leitores do “Sítio do Picapau Amarelo” poderão ficar surpresos com o fato de o escritor Monteiro Lobato ter tido a prisão preventiva decretada pelo Estado Novo, após escrever uma carta ao então Presidente Getúlio Vargas com críticas ao governo. Foi solto da prisão após três meses.